Mesmo sendo de Belo Horizonte, fui poucas vezes ao Museu de Arte e à Casa do Baile, apesar dessas obras terem sempre chamado minha atenção. Pela primeira vez, tentei olhá-las como uma futura arquiteta, prestando atenção em tudo, desde as coisas mais visíveis até os menores detalhes, além de tentar imaginar como eram antigamente, o museu funcionando como um cassino e a casa do baile como um restaurante e um lugar para dançar.
Ambas as construções são muito bonitas, por utilizar formas arredondadas, serem sustentadas por pilastras, contrariando assim o padrão da época.
No Museu, o cuidado com a colocação das pedras me impressionou muito, além dos jardins, que são essenciais para a beleza do lugar, e ao mesmo tempo que passam a idéia de naturais, podemos perceber que seguem o contorno da construção, sendo parte dela.
Na Casa do Baile, o que mais me impressiona é a marquise em curvas, que aparentemente, não tem explicação para existir mas que se torna o símbolo da obra. Gostei muito também da genialidade para "esconder" as áreas como cozinha e banheiros.
É muito bom termos tão perto de nós obras tão bonitas e reconhecidas, mas é triste observarmos como o Museu está mal cuidado (com azulejos quebrados, cortinas caindo e lixo nos jardins) e como a reforma da Casa do Baile foi mal executada, descaracterizando a obra.


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