quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cildo Meireles

   Cildo Meireles nasceu no Rio de Janeiro, em 1948, e começou a estudar arte em 1963, na Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, orientado pelo pintor peruano Félise Berranechea e fazendo desenhos inspirados em máscaras e esculturas africanas. Em 1967, teve sua primeira exposição individual de desenhos, no Museu de Arte Moderna da Bahia. Nesse mesmo ano, se transferiu para o Rio de Janeiro, onde estudou por dois meses na Escola Nacional de Belas Artes. Ele é um dos fundadores da Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
   Cildo desempenha um papel chave na produção artistica nacional e internacional, e é um dos principais colaboradores do Neoconcretismo, e como ele mesmo disse: "O que me atraiu no neoconcretismo foi a possibilidade de pensar sobre arte em termos que não se limitassem os visual.". De acordo com o site http://www.galerialuisastrina.com.br/ ele "cria os objetos e as instalações que acoplam diretamento o visor em uma experiência sensorial completa, questionando, entre outros temas, o regime militar brasileiro e a dependência do país na economia global", o que mostra a arte que não visa somente o belo.
   Em suas intervenções Cildo busca explorar os limites da representação e da percepção dos espectadores, frequentemente mesclando e incorporando em seus trabalhos os sentidos da audição, do olfato e do tato, ampliando o campo visual da obra e requisitando o envolvimento completo da percepção do receptor.
   Algumas de suas obras: Tiradentes - Totem-monumento ao Preso Político (1970), Inserções em Circuitos Ideológicos: Projeto Coca-Cola (1970), Quem Matou Herzog? (1970), Missão - Missões: Como construir catedrais (1987), Zero Cruzeiro e Zero Centavo (ambos de 1974-1978) e Zero Dollar (1978-1994).
    Em Inhotim, poderemos encontrar as obras: Através; Camelô; Desvio para o vermelho I: Impregnação, II: Entorno, III: Desvio; Glove Trotter; Inmensa; Inserções em circuitos ideológicos: Projeto cédula; Inserções em circuitos ideológicos: Projeto Coca-Cola; Zero Cruzeiro; e Zero Dollar.





Inmensa
                                                                                                                                    

Glove Trotter
                                                                                 

Desvio para o vermelho











domingo, 12 de setembro de 2010

Estratégias de apropriações do espaço

Parkour ou Le Parkour é uma disciplina em que os praticantes, "traceur" ou "trauceuse" (no feminino), sobrepõe obstáculos de forma rápida, direta e ágil, através de saltos, rolamentos e escaladas, tendo o próprio corpo como única ferramenta. David Belle e os irmãos Yahn, Frederic Hnautra e David Malgogne se encontraram nas ruas de Lisses, em Paris e criaram o Parkour moderno, para buscar a forma física plena e para vencer desafios. Eles se inspiraram no percurso de obstáculos desenvolvido por Georges Hébert (1875-1957), pioneiro na prática de educação física na França como parte de seu "Méthode Naturelle" ou Método Natural de Educação Física, concebido no início dos anos 20 e que foi utilizado por soldados franceses na Guerra do Vietnã para realizar resgates. Em 1997, David Belle gravou algumas propagandas e matérias para a televisão francesa mostrando o que ele e seus seguidores eram capazes de fazer com o corpo e dessa forma, devagar, a pratica começou a se dissipar pelo mundo.



A Deriva seria a apropriação do espaço pelo pedestre, ao andar sem rumo, ao se deixar levar pela desorientação da cidade, seu fruir, fazendo um trajeto dirigido pela indeterminação. Ela leva a estabelecer o levantamento das articulações psicogeográficas de uma cidade moderna, suas diferentes unidades de ambiente e habitação. A teoriada deriva foi criada pelo fundador do Manifesto da Internacional Situacionista, Guy Debord, que assumia uma postura "contra-cultura" numa época que ele mesmo denominava como a "sociedade do espetáculo". Ele se recusava a entrar no enquadramento sugerido pelos conceitos de "usuários-tipo", clássica do Estilo Internacional e do Movimento Moderno.


Flauner é um observador que caminha tranquilamente pelas ruas, apreendendo cada detalhe, sem ser notado, sem se inserir na paisagem, buscando uma nova percepçao da cidadade. O flâuner apareceu como o contraponto do burguês, que dedicava grande parte do seu tempo ao mundo dos negócios. A flâniere conseguiu se solidificar como a experiência própria daquele que gostava de perambular pelas ruas apenas para observar ao seu redor, sem se importarcom o tempo e tendo a rua como matéria-prima e fonte de inspiração.


Flash Mob é a abreviação do termo em inglês “flash mobilization”, que significa mobilização rápida. Trata-se de uma aglomeração instantânea de pessoas em um local público para realizar uma ação previamente organizada, em que a dispersão geralmente é feita com a mesma instantaneidade. Em geral os Flash Mobs são organizados pela internet, com pessoas que nunca se viram pessoalmente ou mesmo que tenham se falado online, com a intenção de fazer uma coisa surreal e divertida. O primeiro Flash Mob que se tem notícia aconteceu em 2003, em que cerca de 100 pessoas entraram repentinamente em uma loja em Manhattan e ficaram em volta de um tapete específico.
 "Silent Rave" Flash Mob em que as pessoas combinaram de dançar na Estação de Trem em Londres, como em uma rave, só que sem sistema de som, ouvindo seus MP3.
 
"Freeze" Flash Mob em que mais de 200 pessoas ficaram paradas na Grand Central Station, em Nova York.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

FAD


Só hoje pude ir ao festival de arte digital, então não consegui ver nenhuma performance ou palestra, infelizmente. Mas acho que só o que está exposto já vale a visita. Achei as tecnologias usadas muito interessantes e a criatividade dos criadores muito grande, e é isso que torna a ida ao fad tão interessante. Gostei muito da visita, lógico que mais de umas obras do que de outras, mas o festival em si, achei muito bom.